O Novo Paradigma do Acesso ao Imóvel
O cenário imobiliário brasileiro em 2026 consolida uma transição fundamental na tática de alocação de capital: o declínio do consumo impulsivo em favor do planejamento financeiro estruturado. Em um ecossistema econômico onde a previsibilidade se tornou o pilar central das decisões de portfólio, a busca por métodos de aquisição que ofereçam um hedge contra as flutuações das taxas de juros reflete a maturidade do investidor contemporâneo. Segundo Marcelo Lucindo, CEO da Evoy Administradora de Consórcios, a organização financeira deixou de ser um diferencial acessório para se tornar uma necessidade estratégica diante da crescente seletividade na concessão de financiamentos tradicionais. Este “credit crunch” bancário transformou o consórcio no motor principal para quem exige segurança e clareza no fluxo de caixa de médio e longo prazo, sustentando o robusto crescimento do setor.
Radiografia do Crescimento: Análise dos Indicadores ABAC (2025-2026)
Os dados consolidados pela Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC) atuam como indicadores de saúde do mercado, revelando que a modalidade não é apenas uma alternativa, mas um bypass estratégico às restrições do sistema bancário convencional. O fortalecimento do setor em 2025-2026 demonstra a eficiência do modelo na democratização do acesso a ativos de alto valor.
• Vendas de Cotas:
O incremento nas novas adesões evidencia uma migração racional de investidores que priorizam a disciplina do capital programado sobre o imediatismo oneroso das taxas bancárias.
• Volume de Crédito Disponibilizado:
A expansão da liquidez injetada no mercado imobiliário via consórcios reforça o papel da modalidade na manutenção do giro setorial, permitindo a cristalização de patrimônio sem a drenagem financeira dos juros compostos.
• Consorciados Ativos:
A elevação na base de participantes confirma que a “compra programada” é o instrumento de escolha para a proteção patrimonial em tempos de volatilidade econômica.
Este crescimento estatístico não é meramente uma tendência de mercado, mas uma resposta racional às vantagens estruturais de custo inerentes ao modelo — notadamente, a desconstrução do ciclo de endividamento tradicional.
O Diferencial Estratégico: Ausência de Juros e Previsibilidade de Custos
A superioridade do consórcio como ferramenta de gestão reside em sua arquitetura financeira, que elimina o serviço da dívida característico dos modelos de crédito imobiliário. Para um estrategista patrimonial, a ausência de incidência de juros mencionada por Marcelo Lucindo traduz-se diretamente em um Equity Multiple superior: ao evitar o custo financeiro do financiamento, o investidor captura 100% da valorização do imóvel como lucro líquido real, otimizando o Retorno sobre o Investimento (ROI).
A previsibilidade das parcelas, livre de indexadores flutuantes que possam comprometer a liquidez futura, permite um planejamento de longo prazo com precisão matemática. Como aponta Lucindo, essa clareza é decisiva para quem busca construir riqueza sólida, transformando o consórcio em uma ferramenta tática para a expansão patrimonial eficiente. Essa vantagem competitiva é potencializada quando o investidor utiliza instrumentos de aceleração de resultados, como os recursos vinculados.
O FGTS como Alavanca no Planejamento do Consorciado
Dentro da modalidade de consórcios, o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) é ressignificado de um recurso estático para uma alavanca tática de alta performance. Sua utilização estratégica permite ao consorciado otimizar o market timing de sua aquisição.
• Oferta de Lance: Reduz drasticamente o “Time-to-Asset”, antecipando a contemplação e, consequentemente, o usufruto direto ou a geração de renda passiva através do bem.
• Amortização do Saldo Devedor: Funciona como uma ferramenta de otimização de fluxo de caixa, reduzindo o passivo remanescente e liberando capital para novas frentes de investimento familiar ou empresarial.
A flexibilidade deste recurso conecta a eficiência financeira à versatilidade de aplicação do crédito, adaptando-se a diferentes teses de investimento imobiliário.
Versatilidade de Aplicação: Da Construção à Expansão de Patrimônio
O consórcio imobiliário moderno transcende a mera aquisição de unidades prontas, atuando como um veículo multifuncional para a gestão de ativos. Sob a ótica do “acesso gradual” defendida pela Evoy, identificamos perfis estratégicos para cada modalidade:
• Aquisição: Focada no perfil que busca a troca de ativos ou a primeira propriedade, utilizando o planejamento para garantir o melhor preço de entrada.
• Construção: Ideal para o Equity Builder, que visa criar valor intrínseco através do desenvolvimento imobiliário, evitando o cash-drag e as taxas proibitivas dos financiamentos de obra.
• Reforma: Direcionada ao proprietário que busca a valorização do cap rate de seu patrimônio atual, elevando o valor de mercado ou o potencial de aluguel através de melhorias estruturais.
• Ampliação: Estratégia típica do Investidor de Renda Passiva, que utiliza o crédito para aumentar a área útil e o yield locatício de seus ativos imobiliários já existentes.
O Futuro do Acesso Patrimonial no Brasil
A trajetória ascendente do setor de consórcios, sob a ótica de Marcelo Lucindo, aponta para uma consolidação definitiva como o instrumento de educação financeira e relevância estratégica mais robusto do mercado brasileiro. Em um cenário onde a informação qualificada dita o sucesso do investidor, o consórcio se destaca ao desonerar a formação de patrimônio do peso dos juros.
O sucesso patrimonial no cenário econômico atual depende da transição da reatividade para a estratégia de longo prazo. Ao aliar a ausência de juros à previsibilidade absoluta e ao uso tático de recursos como o FGTS, o consórcio imobiliário posiciona-se como a arquitetura financeira mais inteligente para a construção de um legado sólido, seguro e sustentável.
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